Pouco é muito
Simulamos taxas de crescimento em intervalos de 5% e vimos que a diferença ao longo dos anos é muito, muito grande. Agora vamos olhar o impacto de pequenos incrementos da taxa de crescimento no resultado final:
| Retorno | 10 anos | 20 anos | 30 anos |
|---|---|---|---|
| 1% a.a. | +10% | +22% | +35% |
| 2% a.a. | +22% | +49% | +81% |
| 3% a.a. | +34% | +81% | +143% |
O que poderia parecer pouco – 1% ao ano a mais de retorno – gera 35% a mais de patrimônio após 30 anos. Mesmo para grandes patrimônios, espremer 1% a mais de excedente ao ano com alguns pequenos ajustes nos investimentos e nos gastos não costuma ser difícil. Estas pequenas oportunidades de ajustes não podem ser desperdiçadas, porque não trazem nenhum risco adicional.
Em geral, a principal oportunidade está do lado das despesas. Sendo mais diretos: um pouco mais de pão-durismo é um ótimo impulso. Sim, funciona. Sempre, e sem nenhum risco! Para patrimônios menores, pode ser a diferença entre haver excedente a ser acumulado ou não. Para patrimônios maiores, é uma consciência intergeracional necessária: escolhas de luxo de uma geração aumentam as chances de privar gerações seguintes de oportunidades muito menos sumptuárias. Mesmo para aqueles que não se importam com nenhum desses dois pontos (sem sarcasmo – primeiro, porque este juízo não é nosso, e segundo, porque acreditamos, sim, que pode eventualmente ser uma decisão ponderada e justa), nosso próximo argumento ainda assim deve fazer repensar.